“É norMAL!” quando o mal é a norma
Dedico estas rimas aos manos do Hip-hop cristão, em especial ao Ministério Atalaia. Fiz o meu melhor mesmo não sendo a minha praia!
Dizes “É norMAL!” hoje o Mal é a norma
Se dizes sim a tudo, Igreja, ficas morna
Queremos muitas luzes e menos compromisso
Um cristianismo sim, mas que não nos dê juízo
Reclamamos por tudo e por nada
Principalmente se nos pregam a Palavra
“Porque é que não há mais entretenimento!”
Gritamos quando Deus no tira o sossego
E vivemos num ciclo perigoso
Fazemos o que queremos, só mesmo pelo gozo
E continuamos a levantar as mãos
Mas não deixamos Deus mudar o coração
Do coração vem a decisão
Antes do gesto está a intenção
E lentamente, Jesus fica de fora
Igreja adormecida, ainda assim implora
Quer ver sinais, quer um avivamento
Mas continua a viver pelo seu pensamento
Prossegue o conforto, dilui a verdade
Mistura o certo com a impiedade
Sem querer, sem darmos por nada
O mal chega mesmo pela porta de entrada
E para satisfazer o povo consumista
Trabalha-se o discurso meio imperialista
Fala-se muito de prosperidade
Se eu sou pobre não sou crente de verdade
Cria-se uma cultura idealista
Família feliz, tipo capa de revista
Os problemas, escondemos a razão
Não vá alguém conhecer o nosso coração
Entra o humanismo. Entra o consumismo.
E pior que isso, entra o modismo.
Vamos buscar efeitos especiais
Em vez de rogar pelos sobrenaturais
Queremos tudo à nossa medida
Se o irmão não tem, que importa a sua vida?
O que importa é eu ter prazer
Ter o que quero e sem sofrer
Caímos mil vezes por arrogância
Achando que o diabo nos quer à distancia
E choramos “baba e ranho” no retiro
Mas quando vem a prova, caímos num suspiro
Não nos interessa muito a verdade
Vivemos no morninho da nossa vontade
É duro demais o frio da sociedade
O ficar sozinho, na hora da verdade
É melhor duas vidas distintas:
Se é hipocrisia estamo-nos nas tintas!
E os sintomas da nossa mornidão
São contrários ao calor da consagração
Ler a Bíblia? Isso não interessa
Projectem os versículos, que nós temos pressa
Não temos pressa para pular e chorar
Viver de emoções sem termos que pensar
O pensamento é uma agonia
Deixar Deus trabalhar e ver a luz do dia?
Nem pensar. Estamos bem assim.
“É norMAL” e não pensem mal de mim
Preferimos estar perdidos nas nossas fantasias
Que ser encontrados nas nossas agonias
Preferimos adormecer na utopia
Que descobrir a realidade dura e fria
Estamos perdidos, na casa do Pai
Mas sabemos tudo, ninguém nos diga um “Ai
Tem cuidado, mano, por onde vais!”
Toma tu cuidado, sou maior e vacinado
É verdade que também há sinceridade
Que há quem gema por amor à verdade
Que há quem chore por santidade
E quem ame o próximo com piedade
Mas perdemos a nossa simplicidade
Perdemos o amor puro à verdade
Mas o Senhor continua a insistir
E vai tentar, vai persistir
E a porta da Graça e Verdade
Irá-se fechar antes da eternidade
Ou acordamos ou morremos na maldade
Julgando ser donos da nossa liberdade
Dizes “É norMAL!” hoje o Mal é a norma
Se dizes sim a tudo, Igreja, ficas morna
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Tópico: “É norMAL!” quando o mal é a norma - opinião
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