Vidas reais

01-11-2004 02:13

Há histórias que vemos ou lemos nos media que nos deixam boqueabertos… traições, homicídios, desfalques e tudo o que vai para além da nossa imaginação. Muitas vezes até temos dúvida acerca da veracidade de alguns episódios inacreditáveis que nos entram pela casa a dentro.

O intuito deste artigo não é fazer uma dicertação ou opinar de forma profunda acerca desse tipo de programas ou reportagens. Gostaria de falar não destas, mas de outras histórias. Partilhar o testemunho de pessoas reais que, no meio da angústia e dos problemas, encontraram um sentido para a vida.

O desafio do João Pedro

Aos 33 anos, o João Pedro podia ser considerado um homem feliz. Casado com a Sara e pai da Inês, tinha uma casa, um automóvel, um emprego estável... enfim, tudo o que se considera importante para se viver bem. No entanto, havia alguma coisa bem no íntimo do João Pedro que o deixava desconfortável e triste. Era como que um vazio impossível de preencher... Estava-se a tornar uma vida monótona, por isso começou a colocar em causa algumas coisas. Primeiro foi o casamento. A Sara e o João Pedro sempre tinham sido um casal moderno, que dialogava para tudo. Também começaram a dialogar... para tratar do divórcio.

Uma noite, enquanto estava na sala a ver o noticiário, os olhos do João Pedro ficaram incomodados pela velha Bíblia da sua esposa. Curioso, abriu-a e confrontou-se com esta passagem: “Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29: 12 e 13). Aquelas palavras deixaram-no pasmado! Era como se Deus estivesse a dar-lhe um recado. Ele precisava de falar com Deus, de alguma forma. Então, ao contrário do que era habitual, naquela noite deixou a família em casa e saiu. 10 quilómetros depois, estacionou o carro em frente à praia e orou: “Deus, se é mesmo verdade aquilo que eu li, então revela-Te a mim!” Voltou para casa e esqueceu o assunto... mas Deus não se esquece de nada!

Tempos depois, Deus respondeu ao desafio do João Pedro. Era habitual irem comer a um restaurante, cujos donos e uma das empregadas eram crentes evangélicos. A Sara andava muito nervosa devido a toda a situação do possível divórcio e começava a chorar por qualquer coisa. Uma das vezes em que lá foi almoçar, a empregada notou isso e disse “Sara, fazia-lhe bem ir à nossa igreja! Olhe, porque é que não leva a Inês?!” Ao mesmo tempo, o dono do restaurante falou com o João Pedro e convidou-o para ir um domingo com eles ao culto. O facto é que a Inês e a Sara foram à Escola Bíblica Dominical (uma reunião própria para crianças) e gostaram. Na sexta-feira seguinte, quando cheguei à igreja, vi os 3 sentados nas primeiras filas. Comecei a orar por eles. Semanas depois, o João Pedro e a Sara aceitaram Jesus como seu Salvador pessoal.

Deus começou a trabalhar de uma forma poderosa na vida daquele casal. Nunca me vou esquecer das palavras de testemunho do João Pedro: “Nós éramos um casal jovem, com uma vida financeira estável, uma casinha, uma filha muito querida, mas havia um espaço vazio que nós não conseguíamos preencher. Faltava-nos Jesus!”

Talvez o seu problema ou dilema presente seja diferente daquele que o João Pedro e a Sara viveram. Uma coisa é certa, se não tem Deus na sua vida falta-lhe o mais importante.

Todos nós, sem Deus, somos como um puzzle incompleto. Podemos tentar preencher o espaço vazio com todo o tipo de coisas e situações: o “clubismo”, a carreira, o casamento, o namoro, o estatuto social, o nível académico, os amigos, a família, entretenimentos, hobbies, etc...  mas a única peça que encaixa em perfeição é Deus.

Quer ter o puzzle completo? Aceite hoje Jesus na sua vida e encontre uma vida com sentido, esperança e paz.

Ana Ramalho

N.R. Este testemunho foi retirado do livro “Recado, boas novidades para ti”, da mesma autora do artigo, editado pela CPAD, e será lançado em Portugal dia 4 de Dezembro.

 

in revista Novas de Alegria, Novembro 2004