“O mar pode dar-nos paz”1

14-01-2013 14:23

 

Numa manhã, enquanto lia o resumo dos jornais, fui despertada pelo titulo em cima. No site do Diário de Notícias um pediatra “tem bem noção que se pode e deve aproveitar a ‘nossa enorme costa’ para alcançar algo que ‘nós temos cada vez menos, que é paz’.”1

Como vivi quase toda a minha vida a 10 minutos da praia, sempre gostei de estar perto do mar, mesmo no inverno. Para mim, um bom livro, uma esplanada e o mar são dos melhores ingredientes para uma tarde perfeita.

No entanto, a paz que temos cada vez menos, nem sempre se encontra na paisagem costeira. Vêm as ondas bravias de setembro. As tempestades de inverno dão à costa vagas imensas. Pescadores corajosos que, em alto mar, desdobram-se para vencer as tempestades enquanto tentam salvaguardar as suas vidas e os seu ganha-pão. O mar pode transmitir paz na bonança, mas atira-nos a adrenalina e o pavor para altos níveis quando a tempestade vem.

Nestes dias de grandes perturbações sociais, económicas e pessoais, precisamos de paz a sério, independentemente das ondas da vida. Uma paz que não seja fruto de algo exterior, seja calmaria marítima, comprimidos, nem de uma falsa paz interior, pela autoajuda ou outras soluções precárias.

Essa paz precisa ser permanente, eterna, firme, segura e completa. Aos Seus seguidores, Jesus prometeu e promete que em relação ao presente e ao futuro eterno “a paz vos deixo, a minha paz vos dou. Mas não a dou como a dá o mundo. Não se preocupem nem tenham medo.” (João 14:27, BPT).

A paz que o Pai de amor planta em nós, desde o momento em que reconhecemos a nossa condição de pecadores, aceitamos que Jesus pagou o nosso pecado, e começamos uma nova vida no poder do Seu Espírito, faz-nos também ser pacificadores. Jesus explicou “felizes aqueles que se esforçam pela paz, porque serão chamados filhos de Deus.” (Mateus 5:9, OL)

Essa conquista não se faz apenas com boas intenções, mas através duma predisposição em deixar Deus, através da Sua Palavra e do Seu Espírito Santo, produzir em nós entre outras importantes características, a paz. Paulo diz que o Reino de Deus “é questão de justiça, paz e alegria no Espírito Santo.” (Romanos 14:17, BPT) e que “o fruto que o Espírito produz em nós é: o amor, a alegria, a paz, a paciência, a bondade, a delicadeza no trato com os outros, a fidelidade, a brandura, o domínio de si próprio.” (Gálatas 5:22, OL)

Os mares da vida podem ser turbulentos. As vagas do dia a dia um desafio contínuo. A costa pode estar calma por momentos. Mas a paz de Deus é constante, permanente e eterna. É Ele quem garante essa paz, como diz a Palavra de Deus “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.” (Isaías 26:3, ARC) 

Mas, antes de ter a paz de Deus precisamos estar em paz com Deus. Jesus já conquistou essa paz para nós. Quando nos rendemos de alma e coração a Ele e reconhecemos a nossa necessidade de uma vida nova, uma vida em paz e de paz, Ele está pronto para o fazer.

 

Ana Ramalho Rosa

 

1 “O mar pode dar-nos paz”, Diário de Notícias, 14 de janeiro de 2013, www.dn.pt, consultado a 14 de janeiro de 2013.