O caixão abandonado

24-04-2012 16:42

 

“A idosa chinesa foi encontrada imóvel na cama, duas semanas depois de se ter ferido na cabeça. Foi dada como morta, mas acordou cheia de fome, seis dias depois”1

A senhora de 95 anos foi encontrada pela vizinha “deitada na cama, sem respirar nem dar sinais de vida. Não conseguiram reanimá-la, foi declarada morta e (...) colocada num caixão para que os familiares se despedissem.”1 Na véspera do funeral, encontraram o caixão vazio e descobriram a senhora em casa, a cozinhar...

A verdade é que quando algum familiar ou amigo próximo morre, e começamos o processo de luto, o que menos esperamos é que volte à vida, mesmo que o desejássemos. A nossa esperança de reencontro na eternidade com Deus, para os que antes decidiram viver nessa qualidade de vida e ansiaram esse destino, é-nos assegurada pela Palavra de Honra de Deus, nas páginas da Bíblia Sagrada. Ficam as recordações, as lições, o exemplo e a saudade.

Há uma “outra morte” que se espera ser também permanente. Chama-se a morte do “eu”, da nossa carne, da tendência que temos de sermos senhores de nós mesmos, dominados pelos nossos desejos, ávidos a nos deixarmos seduzir pelo sistema de valores e princípios de vida da sociedade, a iludirmo-nos pela falsa liberdade que um inimigo dominador, enganador e astuto nos vende ao pouco desbarato.

Esta morte é simbolizada pelo batismo. Paulo explicou à igreja em Roma “Não sabem que todos nós, os que fomos batizados para estarmos unidos a Jesus Cristo, ficámos unidos com ele na sua morte?  Pelo batismo, fomos sepultados com Cristo e tomámos parte na sua morte. Assim podemos viver também uma nova vida à semelhança dele que ressuscitou da morte pelo poder divino do Pai. Se estamos unidos a ele por uma morte como a sua, também havemos de estar unidos a ele na passagem da morte à vida. Sabemos que aquilo que nós éramos antes morreu com Cristo na cruz, para ser destruído o que em nós havia de mal e para não sermos mais escravos do pecado.” (Romanos 6:3-6, versão “A Bíblia para Todos”).

A questão é esta: enquanto ainda estamos neste mundo, temos uma luta interior entre o nosso “eu” (e afins) e a vontade de Deus. Muitas vezes, como a senhora chinesa de 95 anos, as pessoas vão ver o nosso “eu” fora do caixão que prometemos não abandonar. Vamos ter atitudes que revelam como o nosso coração ainda está em processo de transformação. Vamos ter que nos arrepender, pedir a Cristo que nos perdoe e que trabalhe nessa(s) área(s) da nossa vida.

Caro leitor, querida leitora, não desanime! Continue a entregar diariamente a sua vida a Cristo. Lembre-se de que Ele é o único que nos pode ajudar. Ele venceu o pecado e a morte. Temos um Salvador compassivo, um Advogado maravilhoso sempre, um Senhor vitorioso que nos dá todos os recursos para vivermos e não esconde as exigências deste caminho estreito, apertado mas com um fim glorioso.

“Estou convencido de que Deus, que convosco começou a sua boa obra, continuará a aperfeiçoá-la até ao dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6, versão “A Bíblia para Todos”).

 

Ana Ramalho

 

1 http://visao.sapo.pt/idosa-sai-do-caixao-seis-dias-depois-de-ter-sido-dada-como-morta=f649777#ixzz1sy4A86uC