Fui adoptada

05-06-2009 23:45

O caso da menina russa Alexandra está a dar que falar. Pais afectivos e mãe biológica procuram argumentos para defender a sua posição. A edição on-line do Diário de Notícias diz hoje que "Pai biológico da menina retirada ao casal de acolhimento de Barcelos diz que não os ajudará numa possível tentativa de regresso da menor a Portugal."

O facto é que a custódia foi dada por um tribunal português a Natália Zarubina. Alexandra vive agora na Rússia, envolvida numa polémica da qual não tem a mínima noção. E se a menina pudesse escolher? O que faria?

Quando eu fui adoptada, a escolha foi minha. Eu decidi. Não foi um juiz falível que decretou a minha mudança de filiação. Fui eu. Era menor, mas já tinha consciência de que não queria mais viver naquelas condições paupérrimas, miseráveis e devastadoras para o meu futuro como pessoa num todo.

Nasci condenada a brincar amarrada a uma terrível herança. Um erro dos meus antepassados. Um legado que me tinha sido imposto. Destinada a ir de mal a pior, entretida com toda a especie de vislumbres e sensações que, pelo meio, pretendiam abafar a realidade. O futuro era um barracão sem condições, um antro de dôr sem fundo que eu descobri a tempo e horas.

A contrapartida era aceitar uma nova família. A condição era negar o meu passado muribundo, tomar a decisão de ser irmã de alguém que estava disposto a ajudar-me a fazer parte daquela nova família. O Pai não me deixava viver "à minha maneira", mas, amoroso, queria ensinar-me uma nova forma de vida - aquela que realmente me ajudaria a ser feliz. Não me escondeu que me ajudaria a ver o que é certo e errado, aquilo que precisaria mudar no meu coração e no meu comportamento.

Aceitei ser adoptada por Deus Pai, ao receber no meu coração Jesus Cristo. Deixei um pai tirano, ladrão, enganador e destruidor chamado Satanás.
O meu Pai agora é amoroso, justo, compassivo, todo-poderoso, omnisciente e sempre presente.

Adoro o meu Pai! Sou feliz. E tu?
 

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para sermos filhos de adopção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,para o louvor da glória da sua graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado."
(Efésios 1:3-6, ARA)

Ana Ramalho