“Buscai-me e vivei!”

24-09-2012 14:23

 

Há alguns meses atrás, um amigo aconselhou-me o livro À Procura de Deus de A. W. Tozer. Quando o comecei a ler – e estou no processo – a mensagem clara e inequívoca do livro, levou-me à Palavra de Deus e a refletir na mesma.

Mais do que um cristianismo baseado em eventos, em planos e em profissionalismo, a igreja precisa, hoje mais do que nunca, retornar às bases lhe deram razão de ser. Buscar a Deus, e à Sua vontade, mais do que às bênçãos de Deus, segundo os nossos caprichos, é tão necessário quanto urgente.

“Pois assim diz o Senhor à casa de Israel: Buscai-me, e vivei.” (Amós 5:4). Amós, agricultor e o mais improvável profeta, foi usado por Deus no Reino do Norte, quando Jeroboão II que reinava em Israel (793-753 a.C.). Havia uma paz precária, que levou ao crescimento económico de uma parte dos Israelitas. Ao contrário da justiça social prevista na Lei de Moisés, que garantia um equilíbrio social mais justo, os pobres eram negligenciados, e os ricos estavam cada vez mais ricos. Para além de continuarem a prestar culto aos deuses dos povos vizinhos, os habitantes do Reino do Norte cultuavam a Deus, mas apenas por formalismo.

A mensagem de Amós, em termos genéricos é esta: Israel precisava conhecer Deus como Ele era, e não apenas executar uma série de ritos; iria vir destruição, mas se Israel se voltasse para Deus, seria salvo.

A misericórdia de Deus, a Sua longanimidade, o Seu amor estão a par da Sua justiça, Santidade e pureza. Deus ensinou, esperou, avisou e repreendeu o Seu povo tantas e tantas vezes, ao longo dos séculos, para que se voltassem de alma e coração para Ele. Mas o povo, na sua teimosia, na sua ingratidão, variava a sua devoção a Deus, como as ondas do mar.

Não somos muito diferentes do povo de Israel. Mesmo conhecendo Deus, temos tantas vezes virado as costas aos Seus avisos amorosos, temos traído a promessa que fizemos no dia do nosso batismos... segui-l’O custe o que custar. Mas Ele continua a ansiar pela nossa companhia. Não porque precise de nós, mas porque nós precisamos d’Ele.

A nossa vida sem Deus, é um mero respirar de sensações passageiras, sem esperança nem razão, sem alvo nem destino certo. Precisamos buscá-l’O, ansiar pela Sua presença, ter fome e sede da Sua Palavra, ter prazer em agradar-Lhe com tudo o que somos e temos.

Hoje, deixo aqui um aperitivo do que tenho estudado e partilhado neste sentido, e nos últimos dias. Ao longo dos próximos tempos vamos pensar nas várias áreas e razões pelas quais precisamos buscar a Deus.

Ana Ramalho