Bebé operado 18 vezes depois de engolir pilha

07-12-2011 13:24

“Rauch Emmett teve sintomas semelhantes aos de uma gripe depois de ter engolido uma pilha de lítio do tamanho de uma moeda de 20 cêntimos. A febre alta, a perda de apetite, a tosse e uma congestão não faziam crer aos pais e à pediatra que o menino tinha o esófago perfurado, dois buracos na traqueia e os pulmões seriamente danificados.”1

Como é que uma pilha – um objeto tão pequeno – cria um problema tão grande? Bom, se calhar é porque não fomos feitos para comer pilhas... aliás, mesmo dentro da alimentação “normal”, há certos alimentos que devemos evitar, porque nos fazem mal quando os comemos em excesso. A verdade é que, como alguém disse, “somos aquilo que comemos”. Ou seja, a nossa saúde física depende, em parte, daquilo que nos alimenta.

O mesmo acontece com a nossa “dieta da alma”. Ou seja, aquilo que vemos, ouvimos e lemos. Não precisamos “engolir” certas coisas para saber que são negativas para a nossa saúde espiritual. Se o tipo de amigos, conversas, piadas e lugares mais comuns no nosso dia a dia nos dão uns “aperitivos” com malícia, fumo, bebida e pouca preocupação quanto ao futuro, achas que isso não nos vai afetar  - nunca, jamais? Se passamos muito tempo a ver certo tipo de programas e telediscos que nos dão um “prato cheio” de prazer sem regras, consumismo e rebeldia, que tipo de pessoas nos vamos tornar?

Sabes, muitas vezes não levamos o nosso relacionamento com Deus a sério. Nos retiros, sim. No louvor de domingo, até nos envolvemos. Pregação? Não. Ler a Palavra e falar com Deus no dia a dia? “Isso é para os irmãos idosos”, pensamos. Viver como Deus quer? “Só quando os meus pais estiverem a ver”. “Picamos o ponto” ao domingo e vivemos como nos apetece o resto do tempo. “Comemos” as mesmas novelas, as minhas piadas pouco ingénuas, as mesmas músicas (sem sabermos que letras estamos a cantar), os mesmos livros, a mesma forma de pensar e viver que toda a gente. Vendemos a nossa identidade (somos filhos de Deus, fazemos parte de um Reino com um Rei e uma lei diferente) por um prato de “vive o momento”.

Não nos podemos isolar, mas há que fazer escolhas. Quando nos metermos “na boca do lobo” o mais certo é acabarmos como refeição... e Deus não quer isso para nós. Jesus, quando foi tentado, defendeu-Se sempre com a Palavra de Deus. Numa das situações, disse “Porque as Escrituras dizem: 'Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’.” (Mateus 4:4, versão “O Livro”)

Alimenta-te da Palavra de Deus. Cresce na amizade com o teu Pai do Céu. Cria bons relacionamentos com pessoas que te possam fazer crescer e ajudar. Preocupa-te com as pessoas à tua volta, sê como Jesus na vida delas... mas vigia o teu coração – a alimentação da tua alma.

E já agora: o que é que “comeste” hoje?

 

Estou contigo!

 

Ana Ramalho

 

1 www.jn.pt