5 passos para destruir um projecto - parte 1

08-11-2010 17:29

Em dias em que as “receitas mágicas” para atingir o sucesso (quase) imediato são o prato do dia nas prateleiras das livrarias, nas páginas de revistas, nas dicas televisivas e até no ambiente globalmente cosmopolita da internet, acho que o tema que resolvi abordar pode ser achado como descabido.

Afinal, todos queremos saber fazer BEM as coisas para alcançarmos RESULTADOS depressa, bem e em grande escala – quer seja no âmbito qualitativo quem no quantitativo.

Inspirada nos livros do Pr. Ciro Zibordi (exemplo: Erros que os pregadores devem evitar, da CPAD), resolvi explorar a temática dos “5 passos” mas na negativa.

Quando se começa um projecto, seja ele qual for, o entusiasmo pode ser enorme e a intenção excelente, mas é preciso tomar cuidado, ficar alerta, assentar os pés na terra e evitar estes 5 passos.

 

1) "A ORAÇÃO É DISPENSÁVEL, BASTA O NOSSO CONHECIMENTO"

Podemos cair no terrível erro de não orar antes de avançar, ou então orar apenas por descargo de consciência. Usamos apenas a lógica, e a lógica é um instrumento dado por Deus, sem dúvida, mas esquecemos que Ele pode-nos dar paz ou inquietação, pode-nos dar convicção ou acabar com a paixão dos primeiros momentos, quando a ideia “nasceu”.

A intuição e o conhecimento ajudam-nos a ponderar prós e contras, mas a oração ajuda-nos a preparamo-nos para a resposta de Deus, seja ela positiva ou negativa.

Orar dá-nos também tempo para deixar as ideias, as estratégias e as decisões de maior vulto ganharem consistência, amadurecerem, ou até serem postas de lado por outras mais convenientes. Orar antes de decidir é dizer a Deus: “Tu estás no controlo. Eu quero seguir a Tua vontade, mesmo que esta ideia seja fantástica para mim”. Significa renunciar ao nosso currículo, à nossa experiência e até orgulho pessoal e assumir o senhorio de Cristo nas nossas decisões estratégicas ou práticas.

 

UMA EXPERIÊNCIA

Há uns tempos estava a lidar com problema de management: substituição de uma pessoa-chave numa das equipas. Ao princípio parecia simples: a+b=c. Tinha a ideia completamente estruturada na minha mente e achava que o método “a+b=c” seria a resposta. Mas quando comecei a orar, e percebi que deveria deixar passar mais um tempo antes de tomar a decisão, algumas coisas foram acontecendo.

Meses depois, a estratégia para ultrapassar estava determinada, e sentia paz e segurança quanto a ela, mas não tinha nada a ver com a inicial. No percurso entre a primeira ideia e a aplicação da decisão passaram-se muitos dias, semanas e meses. E esse não foi um tempo perdido – foi um investimento e uma preparação para a melhor decisão.

Não foram os meus 13 anos de experiência profissional e 24 de envolvimento no serviço da igreja que me deram segurança: foi Deus.

 

Ana Ramalho

(continua em breve)

 

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